Beck Record Club. Entra pra lista de coisas mais definitivamente RICAS na face da Terra descobertas essa semana (não o Record Club em si, que eu conheço há uns tempos, mas essa música com a Feist).
Beck Record Club. Entra pra lista de coisas mais definitivamente RICAS na face da Terra descobertas essa semana (não o Record Club em si, que eu conheço há uns tempos, mas essa música com a Feist).
que tá tudo bem de novo, tá bem?
E que fique assim. Gosto de me ver flanando.
Natal com a minha família já foi algo que me irritou pela falta de cerimônia. Nenhum de nós chega perto de praticar o catolicismo e aquela história toda de esperar até a meia noite para cear e abrir os presentes cai por água abaixo – parte pela infantil impaciência de meu irmão, parte pelo hábito quase insano de minha mãe de dormir às nove horas da noite.
Agora, digamos que eu nutra certa indiferença pelo Natal. Este foi o primeiro ano em que eu de fato comprei presentes para a família próxima, mas foi tanto correr que o tal espírito natalino só me bateu mais ou menos às sete horas, com o cheiro de batatinhas gratinadas no forno. Sentei quietinha no sofá, assistindo um filme mimoso de Natal qualquer, até que meu irmão pavonejante chegou flanando pela sala clamando pela abertura dos presentes. E assim os abrimos. E eu lembrei bem de qual é o diferencial de um Natal com a minha família: é que é um Natal com a minha família. Eu, que ao ser perguntada o que queria para a data disse que “qualquer coisa tá ok”, ganhei coisas que combinavam comigo. Simples assim. Um lenço com girafas estampadas (meu preferido!), um avestruz (seguindo a tradição de que a cada viagem de papai, ganho um animal da fauna nativa), um box de DVD’s da Audrey Hepburn (a quem as mulheres idolatram e a quem os homens dão importância alguma). Papai e mamãe me conhecem como ninguém. E eis, para o futuro, a graça do Natal no apartamento 701. Todo mundo se conhece bem o suficiente.
e falta luz na zona sul, nos plenos 30º que anunciam apenas o INÍCIO do verão. Porto Alegre, viver-te-ei INTENSAMENTE nesta estação de CLARÍSSIMO aquecimento global.
Não faz meu tipo: levar desilusões com leveza.
Eu: chor0, faço drama, escrevo cartas suicidas apenas então somente pelo gosto da novela mexicana.
Eu não: consigo respirar fundo e aceitar que não vou conseguir o que eu quero.
A cena: eu dei todas as dicas. Eu inclusive fui às vias físicas para mostrar bem o que eu queria. E não. Simplesmente não ia acontecer. E sim, eu chorei, me desesperei, pedi colo para mãe, pai, escrevi um tratado prometendo jamais amar novamente, tomei um foguete de Original com vodka de pomelo, mas depois decidi que seria apenas isso. Hoje, ok, ainda estou mal, passo o dia inteiro ouvindo The Smiths e me concentrando pra não olhar para os lados em hipótese alguma. Mas parei de chorar. E não desejo mal a ninguém, eu acho. Quer dizer, acho que sim, um pouquinho, mas isso passa em velocidade incrível. E logo restará apenas desprezo, o que não é algo assim saudável mas é melhor do que essas lágrimas sem motivo.
Veredicto: às vezes rola de cumprir aquele conselho materno de “não chora porque ele não merece”. Claro que é bem menos divertido do que dissertar sobre pés na bunda e olhar para os céus com cara de interrogação, gritando “POR QUÊ, DONAMARSSA*, O QUE EU FIZ PRA MERECER TUDO ISSO?”. Mas a sensação de recuperação pontual é de certa forma gratificante. Vale o esforço.
*Homenagem à minha deusa salvadora Mariana Muniz, que se recupera de colapso nervoso após ter tido a beleza excessivamente cansada. Melhoras, sista!
Turn the light out say goodnight
no thinking for a little while
lets not try to figure out everything it wants
It’s hard to keep track of you falling through the sky
we’re half-awake in a fake empire
we’re half-awake in a fake empire
Não há nada mais triste do que um falso jovem que acaba sozinho. O que temos é apenas pele, longe de ser perene, um dia acaba. Um dia, não vai mais ter cota de estrago para fazer. Um dia todos nós estaremos velhos, velhos com a pele sumindo, a pele repuxando, nada perto do que somos agora. Nada perto de agora, que se pode ser alguma coisa. Todo o cabelo uma hora começa a falhar e os pés de galinha ficam terrivelmente evidentes. E, se não se foi alguma coisa enquanto se pôde, resta apenas o desespero, puro e temível.
Acho engraçado essas desculpas que as pessoas se dão para fingir que não é com elas. Sempre em ocasiões em que tua consciência do que está acontecendo é máxima. Não, meu bem. Deixo-te uma marca vermelha na exata posição em que poderia ter dado tudo certo na primeira vez, mas não. Se era melhor não antes, melhor ainda que não agora. A diferença é que tu conseguiste o que querias mas não querias admitir. Depois da pele, digo-te o seguinte:
- Esqueça de mim e de meu zíper.