9 09UTC Novembro 09UTC 2009

oi!

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9 09UTC Novembro 09UTC 2009

Santa chuva

tenho que lhe dizer que a chuva lava, Camilo. Um banho de chuva bem tomado, naquele humor desolado e perdido no mundo que só ter tempo de tomar chuva proporciona, desencrusta você de mim aos pouquinhos. Da primeira vez, parei de chorar por conta da fivela do meu sapato cinza (ainda o vejo no guarda-roupas, com a pontinha de esparadrapo que usei para fazer o remendo). Numa outra vez achei que algo de grande estava prestes a acontecer enquanto eu e um outro de você andávamos embaixo de um guarda-chuva pela cidade baixa à procura de uma garrafa de Brahma. Sempre uma leveza no humor, sempre um pequeno ensinamento da chuva, Camilo.

Mas a última intervenção da chuva foi no sábado de manhã. Saí de casa com calor e o céu semi-cinza, e o tempo com brisa, nada disso acusava a chuva que eu pegaria na saída da aula de francês. Naquele dia aprendemos o imperativo. Até que, mais ou menos pelas 10:45, a chuva começou. Não sem um “AAAAAH” vindo da parte da classe de francês que acordou muito mais cedo do que se deve acordar em um sábado para tomar chuva na saída. Obviamente eu não tinha um guarda-chuva, o que eu roubei na Rádio Gaúcha é grande demais para levar quando não se tem certeza de que vai chover.

Eu não estava no humor para a chuva. Era um tanto a mais de tristezas e não-conquistas do que eu poderia suportar e eu não precisava de lembretes chuvosos para me sentir sozinha. Mas foi até eu sair do primeiro ônibus e atravessar a faixa de segurança em direção à segunda parada. Eu perdi meu sapato, Camilo. Eu perdi meu patético sapato de plástico, meia numeração grande demais para meu pé, no meio da faixa de segurança. E, longe de me irritar, eu ri. Eu ri porque é tudo muito patético. Todos os nossos bateres de cabeça e a minha ridícula busca por alguém que se compare a ti, toda a minha pretensão de grandes amores selvagens. Eu ri. Foi como se a chuva dissesse “Souriez!”, no imperativo recém-aprendido da língua francesa. Atravessei a faixa de segurança com um sapato no pé e outro na mão, pisando nas poças d’água e pequenos córregos que se formaram na avenida que me conduz para casa. E rindo de forma febril, doentia, enlouquecida.

És um pateta, Camilo. Tu e todas as tuas manifestações humanas. E a última das lições que me tem ensinado a chuva foi justamente esta: ria. Isso tudo é ridículo demais para perder um segundo problematizando. E tão inevitável quanto um banho de chuva.

Isto foi minha Postagem Temática sobre chuva. Para mais informações, favor clicar à sua esquerda.

Minha sugestão para o próximo tema – fidelidade

8 08UTC Novembro 08UTC 2009

se os meus olhos tirassem fotos

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um dia eu ia tirar uma exatamente assim

7 07UTC Novembro 07UTC 2009

Eu quero, eu posso, eu terei

(Saindo um pouco da minha aparentemente irremediável fossa)

Eu gosto mais do que é muito esquisito no âmbito das cores, estampas e modelagens. Não tanto quanto a mítica Luísa Lovefoxxx (hype1), criadora deste adoravelmente BIZONHO modelo de Melissa (hype2) que, agora que estou rica novamente, comprarei com a mais absoluta certeza nesta via-láctea.

lovefoxxx(Não lembra aqueles ratinhos de gelatina que se compra pra comer no cinema?)

7 07UTC Novembro 07UTC 2009

Boa noite

unhas dos pés devidamente pintadas de azul, me despeço no ritmo da preguiça

4 04UTC Novembro 04UTC 2009

ao inclassificado

não me deixa ir embora, que agora todas as músicas da Maysa estão parecendo fazer sentido, não me deixa enlouquecer por tua causa, não me deixa me apaixonar, só me olha e me diz algo de bonito e de verdadeiro pra curar todos os cortes de papel que tu me fizeste sem saber

3 03UTC Novembro 03UTC 2009

eu preferia estar em outro lugar

olhar

da dinorah, achei aqui no Tinta China

3 03UTC Novembro 03UTC 2009

Saudade sincera

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do tempo em que eu realmente não me importava quando estragava tudo. Mas ok, vou ficar bem.

2 02UTC Novembro 02UTC 2009

damascos secos

Hoje abri a gaveta da despensa, olhos ainda viajantes depois de doze horas de sono, para encontrar damascos secos. E acordei com um sorriso estabanado de expectativa. Falo que é lembrança constante e podes até rir do teu jeito distraído-contraído. Mas garanto – enquanto existirem damascos secos lembrarei de ti com o mesmo sorriso.

31 31UTC Outubro 31UTC 2009

dos

you’re the one that i want

 

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Já pra cama, me passei demais no horário.